SOLO E ÁGUA
SOLO E ÁGUA - UM TESOURO AMEAÇADO

O solo como um telhado, coleta a água das chuvas e a concentra em forma de enxurrada; ao barrá-las com mini-açudes sucessivos serão barrados os seus danos. Ao encher a primeira barraginhas, o excesso verte pelo sangradouro a Segunda e assim sucessivamente até chegar às da baixada.
Esta ideia consiste em dotar cada propriedade ou toda a micro bacia, de pequenas barragens ou mini-açudes, nos locais em que ocorram enxurradas volumosas e erosivas, barrando-as e amenizando seus efeitos desastrosos, retendo juntamente materiais assoreadores e poluentes, como solo, adubo, agrotóxicos e outros, que iriam diretamente para os córregos e mananciais provocando contaminação, enchentes e outros danos.
Em todo o centro-norte brasileiro, predominam solos porosos e profundos, os quais, sob barragens, funcionam como uma esponja armazenadora de água filtrada, sob chuvas de 1000 a 1600 mm ano. O objetivo principal do sistema consiste em carregar e descarregar o lago, proporcionando a infiltração da água num rápido espaço de tempo entre uma chuva e outra, de modo que ocorram inúmeras recargas durante o ciclo chuvoso, elevando o lençol freático, carregando a caixa d'água natural do solo.
A construção de barraginhas tem como principal função a recuperação de áreas degradadas pela chuva; visa também a perenização de mananciais com água de boa qualidade.
Outro objetivo: Provocar o interesse dos proprietários em recuperar e ou proteger rios e nascentes que compõe estas micro bacias com a construção de cercas e plantio de arvores.
Esta é uma ideia que poderia ser implantada na bacia dos rios Pirarara e Tamarupá, para amenizar as enchentes, proteger nascentes, rios e conservar o solo de Cacoal.
Ilustração do sistema em operação:

